A consultora KPMG e a empresa de recursos humanos Harvey Nash juntaram-se para conduzir mais um “CIO Survey”, um inquérito a mais de 4200 CIO um pouco por todo o globo. Este relatório existe há 22 anos e analisa a visão e previsão dos CIO e departamentos de TI. Este ano que passou, como todos sabemos, trouxe água no bico e nem os autores do “CIO Survey” puderam prever o que aí se avizinhava. Foi um ano de desafios e os departamentos de TI não fugiram à regra. Antes pelo contrário, foi um desafio redobrado para as equipas que viram a urgência em garantir que equipas inteiras passassem a trabalhar remotamente, sem interrupções e sem perigos de ciberataque.

Um Ensaio Sobre O Futuro Pós-Pandemia

Será que a mentalidade mudou relativamente aos investimentos a fazer em tecnologia este ano que passou e o que agora começa? Em que medida? Certamente, muitos gestores por todo o mundo viram diante dos seus olhos uma realidade que veio mudar o jogo e pôr em causa toda a estratégia delineada até então. Como será que as empresas reagiram ao fenómeno e olham agora para os investimentos que têm vindo a fazer em TI? Devem as PME investir mais em TI depois da pandemia?

São muitas as perguntas que se levantam e para as quais há muito poucas respostas. Estamos a atravessar uma crise quase sem precedentes e de onde ninguém sai vitorioso. Contudo, há que encarar o problema de cabeça fria e encontrar a melhor forma de olhar o futuro, mentalizando-nos de que o mundo mudou. Ou, pelo menos, chegámos a um ponto em que aquilo que estava previsto evoluir nos próximos 2 a 5 anos, foi acelerado para acontecer no ano de 2020.

Os autores do inquérito aos CIO convidam a fazer 5 exercícios com a leitura do mesmo: repensar o orçamento de TI; olhar para o futuro e analisar quais as ferramentas que estão a receber mais investimento neste momento; perceber quais são as preocupações dos CIO das empresas parceiras e concorrentes; promover a saúde emocional da equipa; e comparar o setor em que atua com outros setores. Estes cinco exercícios irão ajudar a pensar em 2021 com uma esperança renovada e baseada em dados.

Segundo o estudo, os CIO no geral recorreram a mais 5% de investimento do que o esperado em TI em 2020 devido à pandemia. Com as equipas a levar o trabalho para as suas casas, foi urgente reforçar a segurança e garantir a continuidade das operações sem correr riscos de ciberataques ou phishing numa altura em que os problemas já eram mais que suficientes. A par disso, os quadros das empresas passaram a não conseguir prever o futuro e os seus próximos passos, passando a aceitar o desconforto da incerteza. Apesar do desafio, a maioria dos CIO sentiram que este fenómeno que nos abalou, fez com que os quadros das empresas olhassem para o departamento de TI com outros olhos. O que os CIO pretendem é ser mais influentes e mostrar a importância de uma conduta cautelosa numa época em que as empresas podem ficar bastante fragilizadas se a sua informação não estiver devidamente protegida. A pandemia veio conceder um pouco mais de influência aos departamentos de TI, que provaram merecer a sua importância num mundo cada vez mais digital.

Investir em TI depois da Pandemia

PME Investem Mais Em TI

O “CIO Survey” diz-nos também que as empresas mais pequenas são as que mais irão investir este ano de 2021. O estudo mostra que os responsáveis por empresas mais pequenas estão a prever a maior percentagem de investimentos em TI face às grandes empresas, primeiro porque não têm a mesma capacidade de absorver impactos financeiros e, por outro lado, a sua estrutura não responde de igual forma a um desafio como este, que exigiu mudanças brutais e muito repentinas. É verdade que as empresas mais pequenas também não tiveram em mãos a gestão de equipas de centenas de pessoas a trabalhar remotamente, no entanto, a sua infraestrutura de TI possivelmente não estaria de todo preparada para a possibilidade de o trabalho remoto existir, ou pelo menos, a uma larga escala e por tempo indeterminado.

Investir em TI depois da Pandemia

Uma Ode Ao Novo Normal

Por todas estas razões e acrescentando o facto de o ano de 2021 ser ainda uma grande incógnita, as empresas, especialmente PME, devem estar preparadas tecnologicamente, não para o próximo ano, mas para o novo normal de que tanto se fala. O novo normal não será a realidade em que vivemos agora, de confinamento, mas antes uma nova visão relativamente ao futuro dos negócios, à comunicação entre stakeholders, à relação com os colaboradores e ao equipamento a adotar. Fala-se muito em Inteligência Artifcial e Machine Learning, mas também se fala cada vez mais em Experiência do Cliente. Terá de haver uma consciencialização de que a tecnologia está ao serviço das empresas e representa um papel fundamental neste ponto de viragem que testemunhamos, porém deverá também haver uma fatia considerável de atenção para o facto de o mercado exigir cada vez mais das empresas um papel humano, responsável, influente e sustentável. O verdadeiro desafio para os próximos anos será a gestão entre ferramentas tecnológicas ao serviço das equipas, ao mesmo tempo que se apregoa valores nobres e se atua no mercado com um propósito claro e inspirador.

Para que o seu negócio se prepare tecnologicamente para o novo normal que nasceu da pandemia, alie-se aos parceiros que o poderão ajudar no processo de transformação digital. Repense a sua infraestrutura de TI, reavalie o orçamento para os próximos tempos, bem como as prioridades do negócio em resposta às oportunidades e ameaças pós-pandemia.

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