Certamente não é novidade para si que se aprende mais fácil e rapidamente com a prática do que com a teoria. Preferia passar horas a ler ou a ouvir alguém falar sobre processos científicos ou a experienciá-los por si mesmo?

Segundo a pirâmide de aprendizagem de William Glasser, só aprendemos 10% quando lemos, mas 70% quando debatemos em grupo, 80% quando fazemos e praticamos e 90% quando ensinamos os outros.

Vários estudos indicam que os manuais, no geral, não melhoram os resultados escolares dos alunos e as palestras tradicionais nas universidades levam a maiores taxas de fracasso académico em comparação com métodos de aprendizagem ativa. É verdade que existem várias técnicas de aprendizagem ativa por onde escolher, contudo, cada vez mais se percebe o verdadeiro potencial da Realidade Virtual.

A indústria das Realidades Virtual, Aumentada e Mista tem vindo a crescer significativamente nos últimos anos. Segundo o site Statista, a indústria da Realidade Virtual foi avaliada em cerca de 28 mil milhões de dólares em 2021 e está previsto um crescimento no seu valor para mais de 250 mil milhões de dólares em 2028.

Pirâmide da Aprendizagem

Porque é que a Realidade Virtual é cada vez mais procurada na Educação?

A forma mais comum dos professores utilizarem a RV nas suas aulas é levar os alunos em visitas de estudo virtuais. Por exemplo, visitas à lua, ao fundo do mar ou às trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Estas atividades têm várias vantagens – não só são experiências enriquecedoras de um ponto de vista educativo, como também de um ponto de vista pessoal – enquanto se divertem, os alunos aprendem e desenvolvem capacidades interpessoais como a comunicação, a colaboração e a empatia.

Evitam também custos extra em transportes ou bilhetes e permitem que todos os alunos possam participar, não sendo as despesas ou possíveis impedimentos físicos um problema. Desta forma, todos os estudantes podem visitar os mesmos locais e ter as mesmas experiências sem uma preocupação monetária e em total segurança física também. Ninguém ficará perdido no mundo da lua.

Outro uso para esta tecnologia cai no campo da química e biologia com simulações laboratoriais virtuais. A RV permite que os estudantes STEAM realizem experiências em laboratórios topo de gama, com os melhores equipamentos e todos os materiais possíveis e imagináveis ao seu dispor. Assim, podem até realizar-se as experiências mais perigosas sem risco de explosões, queimaduras ou inalação de gases perigosos.

Para os alunos com necessidades especiais, a Realidade Virtual dá-lhes a oportunidade de explorar o mundo em segurança enquanto treinam e adquirem capacidades do mundo real, como atravessar a estrada obedecendo a semáforos, sem qualquer perigo.

Já no ensino superior, algumas universidades optam por fazer visitas virtuais do campus para os alunos se familiarizarem com os espaços, como é o caso da Universidade do Porto, ou então utilizam mesmo a RV como apoio nas aulas de medicina, criminologia, entre outros.

Para além destes usos e vantagens, a realidade virtual apresenta um impacto significativamente positivo na educação. Nos casos de estudo da ClassVR, todos os professores relatam os mesmos resultados: alunos mais atentos e envolvidos na aula, curiosos e entusiasmados para aprender mais e uma elevada retenção de conhecimento. Verificaram-se também resultados escolares mais satisfatórios em todas as faixas etárias e disciplinas, uma vez que a RV permite também interdisciplinaridade, cruzando temas entre várias disciplinas, aprofundando assim as matérias lecionadas. Os alunos passam a ver as matérias em várias perspetivas, o que lhes permite reter muito melhor o conhecimento.

E isto é só o começo!

Esta tecnologia ainda está numa fase inicial. Nas próximas décadas, irá ser bastante desenvolvida, tornando a experiência virtual ainda mais realista e cativante. Para além de que, com o passar do tempo e com o aumento do investimento nesta área, é algo que se vai tornar mais acessível ao público, mais barato e muito mais utilizado.

Pronto para levar os seus alunos a Marte? Às pirâmides do Egito? Ao interior de um vulcão? Não faltarão tarefas multidisciplinares para lhes atribuir e projetos criativos e estimulantes para os desafiar e fazer sonhar.

“De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é um sono sem sonhos em que estamos despertos.” – Fernando Pessoa

Se estiver interessado em saber mais sobre a utilização e os benefícios da Realidade Virtual na Educação, não hesite em falar com a nossa equipa.

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